terça-feira, 1 de setembro de 2026

PL injeta R$ 6,8 milhões de fundo na campanha de Efraim ao governo

O senador e candidato a governador, Efraim Filho (PL), recebeu R$ 6,8 milhões do fundo partidário para a campanha eleitoral do diretório nacional do Partido Liberal (PL). A informação está disponível no sistema de prestação de contas da Justiça Eleitoral. Até este momento, Efraim já teve uma despesa de R$ 2.831.484,50.

Efraim é o primeiro entre os três principais candidatos a receber verba do fundo partidário. Até a publicação desta matéria, nem Cícero Lucena (MDB), nem Lucas Ribeiro (PP) receberam valores do fundo eleitoral destinados à campanha política.

O PL também já depositou R$ 3,8 milhões do fundo eleitoral para a campanha de Marcelo Queiroga (PL) ao Senado pela Paraíba. O valor corresponde ao limite de gastos estabelecido pela Justiça Eleitoral e já consta no DivulgaCand, sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

E o dinheiro não ficou muito tempo parado na conta. Conforme apurou o Política da Paraíba, Queiroga já gastou R$ 2.173.360,00 dos recursos recebidos. O PL na Paraíba foi o primeiro partido a depositar o fundo dos candidatos à chapa majoritária.

TRE barra por unanimidade candidatura de Aledson Moura e prejudica nominata do PL à Câmara

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) indeferiu, por unanimidade, nesta segunda-feira (31) o registro de candidatura de Aledson Moura, que disputa uma vaga de deputado federal nas eleições de 2026. A decisão está relacionada à falta de quitação eleitoral decorrente da prestação de contas da campanha de 2022, quando Aledson disputou uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba. As contas foram julgadas como não prestadas, com decisão transitada em julgado em 2023.

Segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), a restrição permanece até 31 de janeiro de 2027. Dessa forma, Aledson não estaria apto a disputar a eleição deste ano. Aledson já havia sofrido uma derrota no TRE-PB em 13 de agosto, quando o tribunal negou pedido para suspender os efeitos do julgamento das contas. No último dia 20, o Agravo Interno apresentado pela defesa também foi rejeitado por unanimidade.

A decisão desta segunda-feira representa uma baixa importante para o PL, que trabalha para eleger dois deputados federais na Paraíba. Nos bastidores, Aledson era apontado como um nome com potencial para alcançar entre 15 mil e 20 mil votos, votação considerada relevante para fortalecer a nominata e ajudar o partido na formação da chamada “cauda” eleitoral.

A defesa Aledson afirmou que vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar reverter a decisão.

“Mentiroso”, “incompetente” e “rei do lixo”: Nabor e Veneziano voltam a se estranhar em debate

Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e Nabor Wanderley (Republicanos) voltaram a se estranhar no debate entre os candidatos ao Senado, na TV Arapuan, na noite desta segunda-feira (31), com acusações que passaram por mães atípicas, lixo e atuação no Senado.

Nabor apresentou proposta para permitir outra renda às mães de filhos que recebem o BPC e acusou Veneziano de ter apresentado, em 2019, um projeto para obrigar mães que recebem pensão alimentícia a prestar contas dos gastos aos ex-maridos.

Veneziano chamou Nabor de “mentiroso” e cobrou explicações sobre supostos desvios de R$ 21 milhões relacionados ao IPTU de Patos. Nabor rebateu chamando o senador de “incompetente” e afirmou que foram tomadas providências administrativas no caso.

O confronto ainda chegou à coleta de lixo: Nabor criticou a situação de Campina Grande durante a gestão de Veneziano, enquanto o senador citou Marcos Moura como “rei do lixo” e alegou relação dele com Nabor e o presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta.

Toffoli restringe campanha digital de Renan Santos, veta repasses de recursos e ida a debates

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral Dias Toffoli restringiu a campanha digital de Renan Santos, do Missão, à Presidência da República. A decisão foi tomada neste domingo (30), mas divulgada nesta segunda-feira (31). Em vídeo postado nas redes sociais, mas já avisando que seria “derrubado”, Renan não só criticou como chamou a decisão de Toffoli de “ilegal”. Também pediu que seus seguidores baixassem o vídeo e o “distribuíssem”.

Toffoli, relator do pedido de registro de candidatura de Renan, determinou a suspensão da propaganda eleitoral da chapa do Missão nos perfis não informados à Justiça Eleitoral, de repasses do Fundo Eleitoral e do direito de participar de debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação. O candidato não pode criar novos perfis, não pode postar em perfis de terceiros e não pode postar nos perfis dele que não foram informados ao TSE dentro do prazo, que terminou no dia 15 de agosto. 

Ao pedir o registro de candidatura, Renan informou ter um site e um perfil no X, que podem seguir com as postagens. O TSE afirmou que 16 perfis foram informados fora do prazo e, portanto, não podem continuar com as postagens. Segundo o ministro, perfis irregulares estariam divulgando conteúdos favoráveis ao candidato. A decisão vale também para o candidato à vice-presidente Aroldo Medina.

Toffoli considerou que houve uma “omissão estratégica” dos candidatos ao demorar em informar à Justiça Eleitoral todas as contas usadas pela chapa para a propaganda eleitoral. Ao determinar a suspensão imediata dos repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha à chapa, Toffoli acrescentou que fica suspensa também a realização de gastos com eventuais recursos já repassados, sob pena de 1% dos valores respectivos em caso de descumprimento;

No caso da suspensão da propaganda eleitoral em ambiente digital, o ministro destacou que o descumprimento está sujeito a pena de multa de R$ 50 mil por veiculação posterior ao recebimento da decisão, inclusive as realizadas em outros ou novos perfis do candidato ou em perfis de terceiros. A pena para participação em debates após a decisão é de multa de R$ 50 mil por ato. Toffoli também deu prazo de 24 horas para que seja informado a data de criação de cada perfil e do início da utilização para fins de propaganda eleitoral.