O ex-prefeito de Cabedelo Vítor Hugo, do nada e sem maiores explicações, anunciou a saída da presidência estadual do Avante. Alguém mais atento poderia perguntar: o que está por trás dessa mudança? A pergunta mais correta seria quem.
Vítor não disse e nem passou recibo, com razão. Mas a saída não foi um gesto voluntário. Ele perdeu o comando da sigla. Na perícia do movimento aparecem duas grandes digitais: os deputados federais Aguinaldo Ribeiro (PP) e Hugo Motta (Republicanos).
Os dois operaram a mudança em Brasília. Os efeitos do arrebatamento do Avante, porém, já serão sentidos logo mais na eleição suplementar em Cabedelo, marcada para abril, e também nas alianças estaduais da Paraíba.
O Avante é o partido no qual é filiado o prefeito interino e candidato à reeleição, Edvaldo Neto - que conta com o apoio do prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao Governo Cícero Lucena (MDB). E somente por essa sigla pode ser candidato… (Por Heron Cid)
A decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) que cassou os mandatos e declarou a inelegibilidade de André e Camila por abuso de poder político, também cassou e deixou inelegível o próprio Vitor Hugo que escolheu Edvado Neto como candidato na eleição suplementar que acontecerá no dia 12 de abril e irá eleger prefeito e vice-prefeito.
Conforme com o calendário do TRE-PB, as convenções partidárias poderão ser realizadas entre 29 de janeiro e 14 de fevereiro. O prazo para o registro das chapas vai até 19 de fevereiro. Já a propaganda eleitoral no rádio e na televisão ocorrerá entre 25 de fevereiro e 9 de abril.
