“Dizer que as portas estão fechadas por o governador João Azevedo? Jamais, nunca teve. Mesmo naqueles momentos que ele disse que só conversaria comigo quando eu sentasse na cadeia de prefeito. Mesmo naquele momento que eu subi no palanque do MDB num dia de noite, disse da minha lealdade a João e minha lealdade a Cícero, e no outro dia, me tiraram da presidência do PSB”, relembrou Léo Bezerra.
O prefeito fez questão de citar episódios que marcaram momentos de tensão com João Azevedo, mas sem usar o tom de mágoa. A mensagem foi de que, apesar dos atritos do passado, o diálogo sempre esteve aberto. Ainda assim, Léo foi enfático ao dizer que gratidão e lealdade aos aliados mais próximos pesam muito na equação.
“Agora, eu tenho um agrupamento político para ser seguido. Um agrupamento político que eu não posso levar cotovelada e tenho que dar minha gratidão. Eu tenho que deixar registrada aqui a minha gratidão ao prefeito Cícero Lucena. Como eu tenho que deixar aqui registrada a minha gratidão ao ex-governador João Azevedo. E aí a gente vai conversar”, disse o gestor.
Léo explicou que a responsabilidade de representar aliados que assumiram riscos políticos ao seu lado pesa diretamente nas decisões que precisa tomar. “Eu não respondo só por mim. Eu respondo pelos deputados que acreditam no meu projeto. Eu respondo pelos vereadores que acreditam no meu projeto, que fizeram movimentos duros, que perderam algumas condições dentro do Governo do Estado, e que hoje eu tenho que suprir essa necessidade deles. Eu tenho que dar esse suporte a eles”, acrescentou.
Para definir os próximos passos, o prefeito voltou a dizer que vai ouvir toda a sua base antes de bater o martelo. “Eu não vou só ouvir Hervázio, porque é deputado. Não vou só ouvir o Odon, que é vereador, que é meu tio. Eu vou ouvir toda a minha bancada de deputados estaduais e deputados federais, e também ouvir o prefeito Cícero Lucena. Eu vou ouvir todos e vou ouvir os vereadores que fazem parte do meu agrupamento político”, concluiu Bezerra.
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