terça-feira, 12 de novembro de 2019

“Infelizmente nós não temos o controle disso, peço desculpas a vice-governadora”, desabafa Romero sobre vaias a Lígia...

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O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD) pediu publicamente desculpas a vice-governadora Lígia Feliciano (PDT) após o episódio das vaias, ocorrido na manhã de ontem, segunda-feira (11), durante inauguração do Complexo Habitacional Aluizio Campos. O gestor disse que tentou acenar para o público para que as vaias fossem cessadas, mas nada adiantou.
“Infelizmente nós não temos o controle disso, eu peço desculpas a vice-governadora, mas a gente não pode responder pelas pessoas. Agora é virar essa página, eu tenho um respeito e um carinho de forma muita intensa pela vice-governadora e o deputado Damião”, afirmou.
Romero disse que acredita que as vaias não foram direcionadas a pessoa de Lígia, mas ao Governo da Paraíba. “A gente tem o costume e a formalidade de receber todo mundo super bem, as vaias não foram para a vice-governadora, e talvez tenham sido para o governo”, emendou.
Apesar da repercussão, o presidente Bolsonaro, durante discurso, logo após Lígia, parabenizou a vice-governadora pelas palavras durante o evento.

De saída do PSL, Bolsonaro anuncia logo mais criação do novo partido "Aliança": Na reunião com deputados no Palácio do Planalto não foram convidados Bivar, Julian Lemos, Joice, Waldir e Bozzella...

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O presidente Jair Bolsonaro vai anunciar na terça-feira (12) que vai deixar o PSL. De acordo com a revista Crusoé, uma reunião com parlamentares apoiadores do mandatário foi marcada para as 16 horas, no Palácio do Planalto. Foi convocada também a ala ‘pró-Luciano Bivar’, presidente da sigla. Bolsonaro deve anunciar que vai criar um novo partido, ‘Aliança‘, e que os deputados que quiserem podem fazer parte, porém deixou claro que alguns deputados Federais atuais no PSL, não poderão ingressar na nova sigla, entre os quais o deputado federal e presidente estadual do PSL, Julian Lemos.
Já em entrevista ao site O Antagonista, Bolsonaro afirmou que sua desfiliação deve ocorrer em dezembro e que as assinaturas para a criação do novo partido serão colhidas por um aplicativo. Bolsonaro, que havia revelado sua intenção em criar o Partido da Defesa Nacional, revelou o nome ‘Aliança’ para a legenda. Apesar de ter convocado os parlamentares da legenda para o encontro, alguns não foram convidados. Entre eles, o próprio Bivar (PE) e o ex-líder da bancada na Câmara, Delegado Waldir (GO).
Além deles ainda está o deputado federal paraibano Julian Lemos, que causou polêmica ao criticar os filhos de Bolsonaro, a ex-líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (SP), e o porta-voz de Bivar, Junior Bozzella (SP).

PSL aguarda saída de Bolsonaro para avançar em conversas de fusão com DEM...

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O PSL aguarda há semanas a saída espontânea da família Bolsonaro do partido para dar prosseguimento a conversas de fusão com o DEM, partido que tem, entre outros quadros, o comando das Casas Legislativas: a presidência do Senado,Davi Alcolumbre (AP), e a da Câmara, Rodrigo Maia (RJ).
O blog apurou que o deputado Luciano Bivar (PE), presidente do PSL, tem feito gestos nos bastidores a Rodrigo Maia. Tem repetido que a bancada, mesmo com a eventual saída de Jair Bolsonaro, seguirá como “sempre foi”: liberal, com agenda econômica clara. A ideia é deixar claro ao presidente da Câmara que o partido não será oposição ao governo.
Essa é a principal preocupação de Maia, por exemplo, quando perguntado por interlocutores a respeito da possibilidade de fusão. Ele se diz aberto a conversas, mas repete que o DEM precisa monitorar como vai ser a reação e o tratamento do presidente Jair Bolsonaro ao PSL, após sua saída. Bivar tem repetido, inclusive em entrevista ao “Em Foco”, na GloboNews, que não quer briga com Bolsonaro.
Nas palavras de um cacique do DEM, no entanto, no caso do Planalto, a máxima “quando um não quer dois não brigam” não vale para a fúria do presidente com o partido. Motivo: a disputa pelo fundo partidário milionário. O presidente do DEM, prefeito de Salvador, ACM Neto, tem repetido também, reservadamente a aliados, que o seu partido precisa manter distância da briga PSL e Bolsonaro.
Por isso, o DEM suspendeu as conversas de fusão durante o auge da briga PSL e Bolsonaro. A legenda avaliava que admitir publicamente a fusão significaria tomar lado, ou seja, ficar contra o governo. Agora, se Bolsonaro sair, de fato, as conversas de fusão serão retomadas.
Se for confirmada a união das duas legendas, além das presidências das Casas Legislativas, o DEM e PSL querem formar uma expressiva bancada na Câmara (hoje, DEM tem 27 deputados e PSL, 53) além de estarem de olho no fundo partidário do PSL – só em 2019, de cerca de R$ 110 milhões.
Na conta de Bolsonaro, metade da bancada pode acompanhá-lo para um novo partido, por exemplo. Mesmo se isso ocorrer, uma eventual fusão do DEM com PSL pode garantir uma bancada de cerca de 50 deputados. A maior bancada da Casa é a do PT (54), a segunda é exatamente o PSL.

Com Adréia Sadi, GloboNews

Alvo de CPI das fake news, Carlos Bolsonaro apaga suas contas nas redes sociais e seus perfis do Twitter, Instagram e Facebook estão fora do ar...

O vereador Carlos Bolsonaro no Palácio do Planalto — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
Um dos principais alvos da CPI das Fake News, Carlos Bolsonaro, o 02, articulador da presença do pai e do governo nas redes sociais, apagou na manhã desta terça-feira (12) todas as suas contas nas redes sociais. Não houve explicação oficial até agora.
As redes sociais do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) constavam como fora do ar na manhã desta terça-feira (12). As páginas do Facebook, do Twitter e do Instagram não estavam disponíveis às 10h. Carlos é filho do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL-RJ).
O G1 entrou em contato com os telefones do assessor e do próprio vereador, mas, até a publicação desta reportagem, ainda não havia recebido resposta. O PSC informou que não ia se pronunciar. “O PSC não tem nada a dizer sobre o fato de o vereador Carlos Bolsonaro ter apagado suas contas das redes sociais”, informou a assessoria do partido.
Twitter, Instagram e Facebook não tomaram nenhum tipo de medida em relação à conta do vereador. O Instagram afirmou que ia investigar o caso. O G1 não conseguiu entrar em contato com o Facebook.
Perfil de Carlos Bolsonaro no Facebook desativado nesta terça-feira (12) — Foto: Reprodução/Facebook Perfil de Carlos Bolsonaro no Twitter desativado nesta terça-feira (12) — Foto: Reprodução/Twitter
Perfil de Carlos Bolsonaro no Instagram desativado nesta terça-feira (12) — Foto: Reprodução/Instagram 
Carlos é conhecido por ter papel importante nas redes sociais não apenas dele, como também na do presidente da República. Ano passado, uma reportagem do Jornal O Globo divulgou que Carlos chegou a dizer que não cuidaria mais das redes do pai. Ele foi o responsável pela estratégia digital nas redes desde início da campanha à Presidência.
Porém, no dia 17 do mês passado, Carlos pediu desculpas por uma mensagem publicada na conta oficial do twitter do pai. O texto, apagado em seguida, dizia que o presidente apoiava a prisão após condenação em segunda instância e que uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema tramita no Congresso.
Carlos, então, postou na própria conta do Twitter: "Eu escrevi o tweet sobre segunda instância sem autorização do presidente. Me desculpem a todos! A intenção jamais foi atacar ninguém! Apenas expor o que acontece na Casa Legislativa!". A um usuário, ele respondeu que estava "assumindo a culpa" pela mensagem publicada na conta do pai.

Luciano Huck telefona para Lula e diz que "precisamos conversar"; O ex-presidente teria retribuído com uma brincadeira: "E por que você não me leva no Caldeirão do Huck e conversamos lá".

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A Folha de S. Paulo diz que, ao ser avisado de que Lula havia embarcado no seu jatinho, em Curitiba com destino à São Paulo, na noite da última sexta-feira (8), o apresentador Luciano Huck telefonou para ex-presidente. Informa O Antagonista.
“De acordo com pessoas que tomaram conhecimento do contato, foi apenas uma gentileza do apresentador, que teria dito que os dois precisavam conversar", diz a nota. 
O ex-presidente teria retribuído com uma brincadeira: ‘E por que você não me leva no Caldeirão do Huck e conversamos lá?’.” Luciano Huck já virou político.

Vice-governadora Lígia Feliciano comenta sobre as vaias em Campina Grande e diz ter sido um caso isolado no evento...

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A vice-governadora da Paraíba, Lígia Feliciano, esteve em Campina Grande representando o governador João Azevedo, atendendo ao convite do Governo Federal para receber institucionalmente o Presidente da República, Jair Bolsonaro, na visita a Paraíba. O Presidente esteve no estado para entregar o Complexo Habitacional Aluízio Campos.
Durante o seu discurso, Lígia foi interrompida por vaias e burburinhos com a intenção de barrar a sua fala. Para vice-governadora o episódio não passou de um caso isolado no evento.
“Isto não reflete o sentimento real do campinense e sim de um grupo que tentou atrapalhar meu discurso. Nada prejudica mais o povo do que a guerra política. Nós temos que separar a gestão pública das diferenças políticas. Não importa a distinção entre homens e mulheres, eles podem pensar diferentes e estar juntos. Não existe um povo de situação ou oposição, existe um povo que precisa de emprego, de renda, um povo que precisa de oportunidade e união,” disse.
De acordo com a vice-governadora é com a democracia que se aprende a ter equilíbrio e encontrar a solução de problemas que atinjam os paraibanos.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

O contragolpe do 11/11: Como o general Teixeira Lott garantiu a posse de Juscelino Kubistcheck...

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Por Ítalo Rocha Leitão*

Henrique Batista Duffles Teixeira Lott é um daqueles personagens da política brasileira que não devem nunca ser esquecidos pelas gerações da sua pós-existência.
Nascido no Interior de Minas Gerais, o general entrou para a história como herói por causa de uma humilhação que sofreu, embutida num “chá de cadeira“, que levou de um presidente da República.
O ano era o de 1955. Juscelino Kubitscheck estava eleito para governar o Brasil pelos próximos 5 anos. Ganhara as eleições pelo PSD. Logo após o pleito, teve início uma campanha ferrenha, comandada pelo deputado federal Carlos Lacerda, contra a posse e pela anulação das eleições. Dono do jornal A Tribuna da Imprensa, Lacerda puxava o cordão com o argumento de que Juscelino se elegera sem a maioria dos votos (36%). Mas, a Constituição não dizia que era necessária essa maioria, bastava ser o mais votado dos candidatos. A regra era clara e tinha sido aplicada para seus antecessores e teria que ser também para ele. Outros jornais também abriram espaço para as intenções dos golpistas. Sorrateiramente, Lacerda pregava que a volta de Juscelino era também o retorno do Getulismo. Nos meios militares, também crescia o movimento contra JK.
No primeiro dia de novembro daquele ano, um sábado de muita chuva no Rio de Janeiro, o ministro da Guerra, o general Henrique Teixeira Lott, saiu de casa para ir ao enterro do general Canrobert Pereira da Costa, vítima de câncer, ex-chefe do Estado Maior das Forças Armadas, Canrobert estava em evidência por ser, dentro do Exército, uma voz estridente contra a posse do presidente eleito. Ao pé da cova, um coronel do Exército, Jurandir Mamede, quebrou o protocolo e fez um discurso inflamado contra a posse do presidente eleito. O ministro Teixeira Lott fechou a cara. Se retirou sem aceitar os cumprimentos do coronel. Tinha uma visão rígida da disciplina militar. Não havia como aceitar o comportamento do coronel Mamede. As Forças Armadas, na sua opinião, tinham que ser legalistas e garantir a posse do vitorioso nas eleições de 3 de outubro de 1955.
Na memória do ministro da Guerra, outra imagem que o incomodou em todos os segundos que seu relógio marcou naquele fatídico dia foi o abraço efusivo que o presidente da Câmara dos Deputados, Carlos Luz, dera no coronel Mamede, logo após o discurso golpista do militar. Assim como Juscelino, o deputado era mineiro e do mesmo partido do presidente eleito.
O fim de semana foi de muita angústia para o ministro da Guerra. Na segunda-feira, dia 3, os jornais deram destaque ao discurso do coronel. Lott ligou logo cedo para o gabinete da Presidência da República, no Palácio do Catete. Queria uma audiência com Café Filho, o vice que havia assumido a Presidência, no anterior ano anterior, depois do suicídio do presidente Getúlio Vargas. O ministro Lott tinha pressa em levar um relato sobre o coronel Mamede ao Presidente e comunicar que iria punir o militar por indisciplina e afronta à ordem legal. A via-crúcis do general para garantir a posse de JK tava só começando. Do outro lado da linha, veio o primeiro torpedo em direção ao ministro: O presidente Café Filho estava internado, no Hospital dos Servidores do Estado, desde a madrugada, com suspeita de problemas cardíacos.
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Sete dias depois, com o Presidente ainda internado, o ministro da Guerra foi chamado para ser recebido pelo presidente em exercício, Carlos Luz, o mesmo que abraçara o coronel Mamede em louvor ao seu discurso golpista. Antes da audiência, o general levou um chá de cadeira de 1 hora e meia. A humilhação foi vista por integrantes do alto escalão do governo. O diálogo foi de potência pra potência. Quando Lott ainda estava descrevendo o episódio, foi interrompido: “Não há o que punir!”. O tiro de Carlos Luz foi certeiro. Mas, o ministro não era de se entregar. Estava disposto a só fazê-lo “na morte e de parabelo na mão!”. E também disparou em direção a Carlos Luz: “A quem devo entregar o cargo?”. O Presidente em exercício não titubeou um segundo em responder: “Para o general Fiúza de Castro”. Lott se sentiu derrotado e se ofereceu a passar o cargo ao sucessor naquela mesma hora. Carlos Luz disse que podia deixar para a tarde do dia seguinte.
Já era noite e o general Lott recebeu, em casa, o general Odílio Denys, comandante da Região Militar do Rio de Janeiro. Contou a ele tudo que aconteceu naquela tarde, no Gabinete da Presidência da República. O comandante chamou o ministro para reagir. Ele não aceitou. Se despediram. Quando chegou a madrugada, Lott, que até então não havia conseguido dormir, levantou da cama, se aprontou e foi para a casa do general.
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Estava amanhecendo o 11 de novembro. Seguiram para o Ministério da Guerra, já na companhia de outros generais. Ali, instalaram as bases militares para agir em nome da lei e da ordem.
O dia já tinha clareado quando Lott foi avisado que o presidente Carlos Luz estava ao telefone. Não foi atendê-lo. Estava ocupado. Tanques e outros veículos do Exército já eram vistos pelas ruas do Rio. Carlos Luz percebeu a situação embaraçosa que havia criado para si e para o governo e se refugiou num navio da Marinha, o cruzador Tamandaré.  Com ele, ministros, assessores e o coronel Jurandir Mamede.
No decorrer dos fatos, com o presidente Café Filho hospitalizado e Carlos Luz refugiado, o general Lott conseguiu que o Congresso aprovasse o impedimento do presidente em exercício, que foi substituído pelo senador Nereu Ramos, presidente do Senado. Carlos Lacerda partiu para um exílio voluntário. O presidente Café Filho, depois de receber alta médica, teve seu impedimento também aprovado Congresso. Em 31 de janeiro de 1956, Nereu Ramos passou o governo para o presidente eleito Juscelino Kubitscheck. O general Teixeira Lott chegou a concorrer à Presidência da República contra Jânio Quadros, nas eleições de 1960. Quatro anos depois, se retirou da vida pública por discordar do Golpe Militar de primeiro de abril de 1964. Morreu aos 89 anos, em 1984, no Rio de Janeiro.

*Jornalista

Bolsonaro marca reunião com deputados para anunciar saída do PSL

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O presidente Jair Bolsonaro decidiu mesmo sair do PSL. De acordo com informações da Revista Crusoé, das hostes bolsonaristas, ele convocou deputados do partido para uma reunião às 16h desta terça-feira (12), no Palácio do Planalto, quando deve comunicar a decisão. Foram convidados para o encontro tanto deputados leais a Bolsonaro quantos os que são próximos ao presidente do partido, Luciano Bivar.
Durante participação no programa Em Foco, comandado pela jornalista Andréia Sadi, na GloboNews, na semana passada, o presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, afirmou que o conservadorismo radical, representado pelo clã Bolsonaro, não tem mais espaço junto do liberalismo de parte da legenda.
“Você tem hoje um conservadorismo radical e você tem um liberalismo. Essas duas correntes provavelmente não podem viver sob o mesmo teto”, declarou Bivar, que entrou em rota de colisão com Bolsonaro, após o presidente dizer para um eleitor “esquecer o PSL” e provocar uma racha interno.

Em entrevista à Andréia Sadi, na GloboNews, Bivar diz que não tem mais espaço para bolsonarismo no PSL...

Durante participação no programa Em Foco, comandado pela jornalista Andréia Sadi, na GloboNews, o presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, afirmou que o conservadorismo radical, representado pelo clã Bolsonaro, não tem mais espaço junto do liberalismo de parte da legenda.
“Você tem hoje um conservadorismo radical e você tem um liberalismo. Essas duas correntes provavelmente não podem viver sob o mesmo teto”, declarou Bivar, que entrou em rota de colisão com Bolsonaro, após o presidente dizer para um eleitor “esquecer o PSL” e provocar uma racha interno.
Bivar ainda afirmou que gostaria muito que Bolsonaro ligasse para ele e tentasse acertar o destino comum, mas não crê nesse cenário. Ele declarou que os dois filhos do presidente filiados à sigla – Flávio e Eduardo – já estão articulando a criação de um novo partido para o bolsonarismo poder migrar e, por isso, acredita que eles não podem seguir no comando dos diretórios estaduais do PSL do Rio de Janeiro e de São Paulo, respectivamente.
“Eles estão constituindo um novo partido. Seria o ideal que eles deixassem e focassem no novo partido. Eles não têm nenhum projeto com o PSL para 2020”, afirmou. Apesar dos atritos, ele não pensa em expulsar Bolsonaro. “Eu acho que seria uma violência, isso não passa pela nossa cabeça, ele é o presidente do Brasil, tem que ter um respeito à liturgia”, declarou. Bivar ainda usou metáforas para se referir ao caos instalado no PSL. Ele disse que o episódio pode ser visto como um “raio no meio do oceano” e que Bolsonaro lhe deu uma “facada no coração” ao atacá-lo pessoalmente.
“Foi uma facada no coração. Como eu falei, um entristecimento enorme, porque eu sempre me doei”, afirmou. “É uma situação hoje que a gente nunca imaginou que pudesse acontecer. É como um raio que cai no meio do oceano”, disse.

Fusão

O dirigente ainda afirmou que o PSL cogita uma fusão com grandes partidos e citou o DEM, do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o PL, quer possui a terceira maior bancada da Casa. “Uma fusão fortalece. Ela passa por um grande partido”, declarou.

Durante solenidade em CG, ministro Canuto anuncia liberação de recursos para 2ª etapa de obra da Barreira do Cabo Branco e o prefeito Luciano Cartaxo comemora

Foto: Secom/JP
Após aprovação do presidente da República, Jair Bolsonaro, o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, anunciou hoje (11), durante solenidade em Campina Grande, a liberação recursos para execução do projeto desenvolvido pela Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) para a proteção da Barreira do Cabo Branco. A liberação dos recursos será feita através de uma portaria publicada nesta segunda-feira (11) no Diário Oficial da União e possibilitará o início da segunda etapa da obra.
A drenagem da barreira está sendo executada com recursos próprios do Município e teve seu projeto integralmente aprovado pelo Governo Federal. Essa é uma intervenção histórica na região, do ponto de vista histórico, turístico e, principalmente, ambiental, que aguardava essa liberação para dar início às obras da segunda fase. “Vencemos mais uma etapa deste processo que visa algo fundamental para nossa cidade que é a proteção da falésia do Cabo Branco”, comemorou o prefeito Luciano Cartaxo.
A primeira etapa, que ainda está em execução, consiste na drenagem realizada na parte de cima da barreira e é considerada a principal intervenção na parte continental. O prefeito resolveu iniciá-la com recursos próprios devido à necessidade de intervenção no local, após mais de 20 anos de discussões e nenhuma medida efetiva de proteção da falésia. Enquanto isso, o projeto elaborado por técnicos da Secretaria de Planejamento (Seplan) foi submetido, desde 2017, a diversas câmaras técnicas de análise dentro da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil e aprovado integralmente em sua concepção de engenharia.
Foto: Secom/JP
Após a drenagem, realizada com o objetivo de disciplinar o escoamento das águas pluviais e reduzir a consequente erosão, o projeto é composto por mais duas etapas. A segunda será o enrocamento, ou seja, a colocação de rochas no sopé da barreira para evitar que o mar atinja e continue provocando sua erosão e a engorda da área de praia. Para esta fase, a Prefeitura já realizou a licitação e contrato. Por último, a terceira fase consiste na construção de gabiões marinhos intercalados com a linha de corais existentes.
A construção da rede de drenagem consiste na implantação de 10 novos trechos de drenagem, que irão integrar a nova rede à já existente no entorno dos bairros Altiplano e Seixas. Essa intervenção disciplina o curso da água das chuvas até a praia, reduzindo o impacto já que o lançamento das águas pluviais vai ocorrer em dois pontos de emissão, que estão sendo reforçados para receber a nova rede nas praias do Seixas e do Cabo Branco. A área total de contribuição da rede de drenagem equivale a 173 hectares. Nos trechos finais da rede de drenagem, as manilhas de 400 de diâmetro foram substituídas por novas manilhas de 1.500 de diâmetro, medida que aumentará em quatro vezes o escoamento das águas pluviais.

Bolsonaro participou da inauguração do Complexo Habitacional Aluízio Campos em Campina Grande



O presidente Jair Bolsonaro participou na manhã desta segunda-feira (11) da inauguração do Complexo Habitacional Aluízio Campos em Campina Grande, na Paraíba. Ele chegou no Aeroporto João Suassuna antes das 10h e seguiu até o Complexo Aluízio Campos, no bairro do Ligeiro.
Assim que chegou no Complexo Habitacional Aluízio Campos, Jair Bolsonaro entregou pessoalmente as chaves para alguns dos proprietários. Ele também visitou o empreendimento junto com algumas famílias que viverão no local. Esta é a primeira vez que Jair Bolsonaro vêm à Paraíba depois de eleito, em outubro de 2018, 11 meses após tomar posse no cargo.
Participam da solenidade o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, a vice-governadora, Lígia Feliciano, a senadora Daniella Ribeiro, o ex-senador Cássio Cunha Lima, os deputados federais Ruy Carneiro, Damião Feliciano e Efraim Filho. Na comitiva de Bolsonaro, acompanham o presidente os ministros da Saúde, Henrique Mandetta, e do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto.
O Complexo Aluízio Campos é um dos maiores núcleos habitacionais do Nordeste, com 4.100 unidades, entre casas e apartamentos. O investimento inicial tem a participação da União, com recursos da ordem de 300 R$ milhões, com a contrapartida da Prefeitura Municipal de Campina Grande, com mais R$ 30 milhões e toda infraestrutura, oferecendo condições dignas aos seus a milhares de famílias que ali passarão a residir.

“Deus me deu a maior alegria de um político dessa terra” avalia Romero durante entrega do Aluízio Campos

O prefeito Romero Rodrigues (PSD) realizou um discurso bastante emocionado na manhã desta segunda-feira (11) durante entrega das chaves dos imóveis do complexo habitacional Aluízio Campos em Campina Grande. O evento que contou com a participação de diversos políticos, especialmente o presidente Jair Bolsonaro (PSL).
Romero lembrou ao presidente alguns pleitos de Campina que ele espera contar com o apoio do governo federal, entre eles a duplicação das BR-230 até o Sertão e 104 sentido Caruaru.
“Gostaria de falar em forma de lembrança sobra a duplicação da br-230até o Sertão, além da duplicação da 104 sentido Caruaru até Esperança, essa duplicação já se iniciou até metade e precisa ter sequencia e chegar ao Brejo. Eu queria ainda pedir para acelerar transposição, o eixo leste da transposição do Saõ Francisco que é outro pleito e Campina agradece. Nos inscrevemos também para escola cívico militar, é uma ação importante, consolidadora de uma educação inovadora, moderna, ágil como nós queremos dar sequencia na cidade. Se for possível também a linha férrea para implantação do VLT nós também agradecemos, mas fica como lembrança e não como cobrança” pontuou.
Falando especificamente sobre a entrega do Aluízio Campos, bastante emocionado Romero declarou que caso o seu mandato encerrasse hoje, ele já conseguiu a maior alegria que um político da terra poderia desejar. 
“Hoje estamos apenas agradecendo, realizando o sonho de quatro mil e cem famílias sonho esse que tentamos iniciar com a inauguração no dia 11 de outubro e não foi possível por conta de burocracia, mas a gente entende. As vezes nós nos esforçamos, trabalhamos incansavelmente, mas peço desculpas porque os contratos não chegaram, tentamos no dia 25 de outubro e também não foi possível. Mas o dia era hoje e peço que aplaudam o presidente Bolsonaro, vamos mostrar que o povo nordestino respeita as autoridades. Hoje se eu encerrar meu mandato pode ter certeza que eu estou agradecido a deus por tudo, não penso nem em ser candidato mais a nada mas Deus já me deu o maior presente que qualquer político de Campina Grande poderia ter de ser prefeito dessa cidade por duas vezes e ser prefeito com a força e a vontade da população, se eu encerrar meu mandato já posso dizer muito obrigado meu Deus o senhor já me proporcionou a maior alegria de um político dessa terra” finalizou.

“A grandeza é separar a gestão da política”, destaca Lígia em CG durante discurso em que foi vaiada na entrega do Complexo Aluízio Campos.

A vice-governadora Lígia Feliciano (PDT), participou, nesta segunda-feira (11) da solenidade de entrega de 4.100 casas do Complexo Aluísio Campos, em Campina Grande e fez questão de parabenizar o prefeito Romero Rodrigues (PSD) pela obra.
Um coro de vaias ainda foi registrado no momento do discurso da vice-governadora, justamente por conta das diferenças políticas que governo do estado e municipal enfrentam, mas apesar de integrar o bloco que faz oposição à gestão municipal, Lígia ressaltou que na administração a parceria é que deve permanecer.
“A grandeza é separar a gestão da política. Não existe nada pior que a desunião. Hoje venho parabenizar o prefeito e todos os que trabalharam para realização dessa obra. Aprendi na minha vida que na política a guerra não interessa a ninguém, o que interessa é a união e a gestão em prol de todos”, ressaltou. E continuou, se dirigindo não apenas ao prefeito Romero, mas também ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), ao afirmar que o melhor de Campina era seu povo.
“Presidente, prefeito o melhor do nosso povo é a nossa gente, é trabalhador, é honesto e é por isso que digo que o importante é que não houve diferenças políticas porque o conjunto começou nesse ou naquele governo. Hoje termina uma obra histórica e é preciso parabenizar. Nesse momento não existe povo de oposição nem existe povo de situação, existe um povo só, o povo paraibano”, emendou. Lígia esteve na solenidade representando o Governo da Paraíba.
Em discurso, o presidente Jair Bolsonaro parabenizou a vice-governadora Lígia Feliciano (PDT) pelas palavras. Na ocasião também foram registradas as presenças dos deputados federais Damião Feliciano (PDT), Efraim Filho (DEM), Pedro Cunha Lima (PSDB) e Ruy Carneiro (PSDB), da senadora Daniella Ribeiro (PP) e do ex-senador Cássio Cunha Lima (PSDB).

Ação louvável: Professor doa centenas de livros a 7ª GRE beneficiando as escolas públicas do Vale do Piancó

Uma ação louvável e que deve ser aplaudida por toda população. É que o professor de Linguagens, Ivo Filho, doou uma verdadeira biblioteca para enriquecer o acervo do Vale do Piancó. Para o professor, a ideia é motivar a leitura dos jovens que anseiam o futuro promissor  relacionado à educação . 
"Acredito que a leitura transforme realidades. Se há algo que ninguém pode retirar da gente é o conhecimento", disse Ivo, que é mestre em Letras, redator da BNCC, coordenador do Núcleo de Redação do estado da Paraíba. 
Gerente da Sétima Gerência Regional de Educação (7ª GRE) a professora Ducarmo, referência em educação da região, aprovou a ideia que vai oportunizar ainda mais a busca de conhecimento pelos estudantes do Vale do Piancó.

Ministério Público abre Inquérito para investigar superfaturamento na compra de combustíveis pela prefeitura de Santana de Mangueira

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O Promotoria de Justiça da Comarca de Conceição, no Vale do Piancó, abriu inquérito para investigar a denúncia de superfaturamento em notas de combustível pelos carros da frota e locados pela Prefeitura de Santana de Mangueira, governada pelo tucano Zé Inácio (foto).
Se a investigação encontrar elementos de irregularidades na compra dos combustíveis, Zé Inácio será denunciado por improbidade administrativa pelo Ministério Público.
Com o inquérito, o promotor do caso, Lean Matheus de Xerez, designou os servidores da Promotoria que serão responsáveis por expedir notificações, remessas de ofícios e juntada de documentos.


Nilvan Ferreira tem conversa com senador Maranhão para disputar prefeitura de João Pessoa

Nilvam é cortejado pelo MDB em João Pessoa
Sem filiação partidária, mas com o nome cotado para disputar a Prefeitura de João Pessoa, o comunicador Nilvam Ferreira vem sendo cortejado por partidos na Capital, de olho em 2020. O PSL já colocou a legenda para ele disputar a Prefeitura, mas neste domingo foi a vez do MDB cortejar o apresentador durante uma reunião com o senador José Maranhão, presidente estadual do partido. “Papo bom demais”, disseram após o encontro.

domingo, 10 de novembro de 2019

Deputado Cabo Gilberto e coordenador do Grupo GI em bate papo descontraído e nessa segunda a agenda é em Campina Grande na entrega do Aluízio Campos

Foto: Nosman Barreiro, Milton, jornalista RP e o deputado Cabo Gilberto...
Bastante proveitoso e descontraído o encontro e bate papo, na tarde deste domingo (10) em João Pessoa, entre o deputado estadual Cabo Gilberto e o coordenador do Grupo Independente (GI) de Itaporanga, jornalista Ricardo Pereira, acompanhado do ex-presidente da FPF Nosman Barreiro. 
Cabo Gilberto vem se mostrando revelação positiva na Assembleia Legislativa. Incisivo e combativo, o parlamentar tem feito um mandato elogiado pelo comitê de imprensa e sociedade como um todo. 
Estaremos nesta segunda (11) indo à Campina Grande acompanhar a entrega do Complexo Habitacional Aluízio Campos, maior conjunto habitacional do Brasil, com mais de 4.100 casas e apartamentos, a ser feita pelo prefeito Romero Rodrigues (PSD) em solenidade que contará com a presença do presidente Jair Bolsonaro e extensa comitiva presidencial. 
De malas prontas pra deixar o PSL ele diz seguir o presidente Jair Bolsonaro diante das tratativas para o Clã Bolsonaro ingressar numa nova legenda. "Assim que o presidente sair, eu também sairei do partido", declara. Em verdade, ele admite que o melhor seria ser expulso logo da legenda o que evitaria quaisquer transtornos jurídicos. 
A tarde foi de muitos assuntos sendo tratados com perspectivas relevantes para o cenário político de Itaporanga e da Capital, visando a sucessão de 2020. O coordenador do Grupo GI informar que novidades estão à caminho que vai impactar o xadrez político na 'Rainha do Vale'....

Julian Lemos emite nota criticando Bolsonaro e se nega a estar com o presidente em Campina Grande amanhã para entrega do Complexo Aluízio Campos

julian lemos 1 - SEPARAÇÃO?: Em nota Julian Lemos critica Jair Bolsonaro e se nega a estar com o presidente em Campina Grande - LEIA NOTA COMPLETA
O deputado federal e presidente estadual do PSL, Julian Lemos (PSL) emitiu neste domingo (10) por meio das suas redes sociais uma nota aberta para o povo paraibano. No texto o parlamentar que se diz decepcionado com decisões tomadas pelo presidente da República Jair Bolsonaro(PSL), de quem Julian sempre foi muito próximo sendo inclusive seu principal cabo eleitoral paraibano na campanha de 2018. “Surge o dever e a coragem para falar o que precisa ser dito doa a quem doer”, afirma o deputado em seu texto.
Na nota Julian critica a decisão de Bolsonaro de trazer consigo no avião presidencial o deputado federal também paraibano Aguinaldo Ribeiro, que é líder da maioria na Câmara dos deputados. Julian já havia feito duras críticas a Aguinaldo em oportunidades anteriores e na nota voltou a fazê-lo. Em seu texto o deputado lembrou que Aguinaldo é réu no STF acusado de participar do “Quadrilhão do PP”.
“São os ideais que se vão e os corruptos que se chegam”, prossegue o deputado o pesando o tom contra o presidente e o acusando de distanciar-se do seu discurso de campanha em que prometia combater a corrupção para poder aliar-se a nomes que segundo Julian são adeptos da prática. Em seu texto ele também critica a relação do presidente com o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues(PSD).
Ao fim da nota o deputado afirma que não se fará presente na inauguração do Condomínio Aluizio Campos que será inaugurado pela Prefeitura de Campina Grande com a presença do presidente e de outras autoridades estaduais e nacionais. “Não farei parte dessa hipocrisia política e desse teatro, não foi pra isso que lutei quase 4 anos da minha vida”, afirma o deputado que finaliza afirmando que sonhava ver Bolsonaro retornar a Paraíba. Confira, abaixo, a nota do deputado:

Nota ao meu querido povo conservador da Paraíba.

Ao tempo que bate à minha porta o sentimento da decepção, ao mesmo tempo surge o dever e a coragem para falar o que precisa ser dito doa a quem doer. Não compactuar com certos caminhos e decisões tomadas pelo meu Presidente Jair Bolsonaro posto que jamais pensei que um dia viveria para assistir Jair Bolsonaro, exemplo de moralidade, desembarcar, em minha terra, do avião presidencial na companhia de Agnaldo Ribeiro, líder do Centrão (o qual combatemos em campanha), Réu no STF acusado de compor a organização criminosa mais conhecida como “Quadrilhão do PP” e sequer ter pedido um voto para o atual presidente. E ainda mais absurdo manter a mãe do referido deputado no comando da Funasa entre outros órgãos na Paraíba. São os ideais que se vão e os corruptos que se chegam. Não bastasse isso, também será recepcionado pelo Prefeito Romero Rodrigues, cuja administração está atolada até o pescoço no esquema de corrupção mais conhecido como “Operação Famintos”. Não assistirei de perto a esse fato, não me farei presente a esse “evento” não farei parte dessa hipocrisia política e desse teatro, não foi pra isso que lutei quase 4 anos da minha vida. Vou seguir firme nos meu ideais de mudança da política no Brasil. Sonhava trazer o meu Presidente novamente a minha terra para anunciar as verdadeira mudanças que a Paraíba precisa, mas infelizmente não é isto que está acontecendo.

#JulianLemosDeputadoFederaldaParaiba
#OFederaldaSegurancaPublica
#NaoeUmMandatoeUmaMissao

#AvozdaParaiba

Campina terá ‘nova cidade’ com entrega do Aluízio Campos nas próximas 24h...

A contagem regressiva é grande para as 4,1 mil famílias que serão beneficiadas com casas e apartamentos do Complexo Aluízio Campos. Amanhã, às 10h, a obra mais esperada dos últimos anos no município será entregue e fará nascer uma ‘nova cidade’ dentro de Campina Grande.
‘Nova’ pela dimensão. O Complexo é maior que 180 cidades paraibanas e abrigará, em média, 15 mil pessoas. ‘Nova’ também pelo formato. O Aluízio Campos foi construído e projetado com a estrutura de cidade, com escolas, postos de saúde, praças e área para comércio e indústrias.
A obra não tem cor partidária. Foi iniciada em 2015, na gestão da ex-presidente Dilma Roussef (PT). De lá para cá, os serviços atravessaram o mandato interino do presidente Michel Temer (MDB) e, agora, estão para ser entregues pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Nesse período a habilidade administrativa do prefeito Romero Rodrigues (PSL) fez com que o projeto não sofresse interrupções, nem interferências políticas.
Foram mais de R$ 330 milhões investidos, em um Complexo que vai diminuir em 31,5% o déficit habitacional de Campina Grande – estimado em 13 mil moradias, pelo IBGE. O Aluízio Campos é um marco para Campina Grande. A cidade será ‘maior’, em todos os aspectos, depois dele. (Por João Paulo Medeiros/JP

Brasil completa três décadas do voto direto para presidente; Collor surgiu cenário nacional com a alcunha de "caçador de marajás", e de implacável com desmandos...

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O Brasil comemora, nesta semana, 30 anos da retomada do voto direto para presidente da República. O direito de livre escolha da população foi restabelecido depois de 21 anos de ditadura militar (1964-1985) e de um governo civil eleito indiretamente, o que impulsionou a redemocratização. O retorno às urnas foi sob a égide de uma nova Constituição, promulgada no ano anterior. Mas, após três décadas, essa jovem democracia enfrenta o desafio de se manter viva.
Todos queriam participar da corrida presidencial de 1989, de políticos a eleitores, que assistiam aos debates como “se fosse novela das oito”, diz Guilherme Afif Domingos, um dos 22 candidatos à Presidência da República em 1989, pelo PL. Na avaliação dele, uma das principais semelhanças em relação a 2019 foi a fraca participação das grandes legendas.
Em 15 de novembro de 1989, o então governador de Alagoas, Fernando Collor de Mello, filiado ao PRN, foi eleito diretamente pelos brasileiros para governar o país. Em uma corrida com 22 candidatos, venceu, no segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva, líder do PT, em extrema polarização política. 
Em 2003, Lula aproveitou o receituário liberal de FHC, mas acrescentou a preocupação social, até então inédita no país. Fora do poder, viu imagem e legado comprometidos com denúncias de corrupção e a condução à prisão.
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Para o cientista político Lúcio Rennó, da Universidade de Brasília (UnB), tanto em 1989 quanto em 2018 o cenário era propício para a ascensão de alguém de fora do sistema, que representasse o novo, tolerável para o sistema produtivo e com agenda voltada para a modernização econômica.
Collor encarnava a renovação. Mas, três anos depois, renunciou ao mandato e um processo de impeachment no Senado suspendeu seus direitos políticos. O hoje senador Collor (PROS-AL) também vê semelhanças entre seu governo e o de Bolsonaro.
Bolsonaro conquistou a Presidência empunhando bandeiras semelhantes às de Collor, em 1989. O capitão reformado se apresentou com as promessas de combate à corrupção e de renovação política. Foi eleito da mesma forma que o hoje senador, em meio a uma forte polarização política, crise econômica e vencendo, também, em segundo turno, um petista, Fernando Haddad. Em mais uma semelhança com 30 anos atrás, enfileira desafetos políticos.
Nos últimos 30 anos, o cenário econômico mudou mais do que o político, avaliam especialistas. Mas os problemas que levam às dificuldades de a economia deslanchar, agora, são outros: se em 1989 a hiperinflação assustava, em 2019 há a necessidade de um ajuste fiscal. (Correio Braziliense)