quinta-feira, 16 de junho de 2022

Em entrevista agora a noite, Aguinaldo alfineta o Republicanos: “não faz sentido disputar o Senado com partido da base votando em candidato da oposição”

Horas após anunciar a decisão de disputar à reeleição para o mandato de deputado federal, Aguinaldo Ribeiro (Progressistas), revelou que vários fatores influenciaram a decisão pela renúncia à pré-candidatura de senador, entre eles, a indiferença de integrantes do Partido Republicanos em não confirmar apoio integral à chapa encabeçada pelo governador João Azevêdo (PSB). A afirmação ocorreu em entrevista no Programa Programa Conexão Master, da TV Master, na noite desta quarta-feira (15).

Aguinaldo Ribeiro alegou dificuldade em integrar uma chapa majoritária, na disputa para o mandato de Senador, que convive sem a unidade total dos partidos que compõem a base aliada. O deputado se referiu diretamente ao Republicanos, que tem lideranças como os deputados federais Hugo Motta e Wilson Santiago, e o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino, em apoio à pré-candidatura ao Senado Federal de Efraim Filho (União Brasil), hoje na oposição.

“A minha decisão foi um conjunto de fatores, não há um em específico, é uma soma deles”, disse para complementar em seguida: “Uma premissa básica, que é uma obviedade, não cabe numa chapa majoritária, com duas candidaturas, uma de Senado e outra de Governo, você ter no mesmo agrupamento alguém que esteja coligado, votando em outro agrupamento político, cujo comportamento é de oposição a esse agrupamento. Isso não faz o menor sentido”.

FALTA DE UNIDADE

O deputado federal ainda alfinetou o partido Republicanos. Segundo ele, a falta de unidade política prejudica diretamente os objetivos de toda a chapa majoritária, até as intenções do governador João Azevêdo (PSB), pré-candidato à reeleição.

“Eu não acredito em projeto que não tenha unidade, isso é ruim para as duas candidaturas [governador e senador], esse certamente foi um dos fatores que pesou [para a desistência da disputa ao Senado]. E outro, se você olhar a macropolítica do Estado, percebe que se esses fatores não estiverem arrumados, não tem como existir conforto para encarar um projeto em que você precisa discutir internamente, ou conter danos internos. Racionamos muito”, frisou.

JOGO PESSOAL

Por fim, o deputado criticou pré-candidatos que apresentam projetos pessoais, sem priorizar a unidade político-partidária.

“O que eu tinha como premissa, era estar dentro de um projeto, mas a política desse ano está diferente, tem muita gente fazendo um jogo pessoal, e não de um projeto que pense a Paraíba, um jogo de grupo político, precisamos antever essas posições e acho que tomamos a melhor posição, pensando na Paraíba”, comentou.

PESQUISAS

Apesar da não confirmação para a disputa ao Senado, o deputado federal demonstrou alegria com o resultado de pesquisas internas para o cargo.

“O meu projeto não é pessoal, não organizei uma candidatura ao Senado, não trabalhei para isso, mas fiquei satisfeito por sem ao menos dizer que era candidato, as pesquisas apontaram uma posição muito boa para mim”, concluiu.

Reveja o trecho da entrevista, abaixo: (com wscom)

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